A Culpa é das Estrelas
Primeiro, gostaria de deixar claro que eu tinha recusa a ideia de ler esse livro, um dia o vi em uma luvraria e disse que tinha cara de que viraria filme do tipo que meninas e alguns meninos surtam ao assistir, bom, eu não estava errada; a questão é que no fim das contas cabei lendo o bendito livro e vamos lá, sem surtos e sem polêmicas.
Uma garota com cancêr; clichê. Uma paixão inesperada com um fim certo, clichê. Mas pelo incrível que pareça o desenvolvimento da história se torna extremamente interessante, prende o leitor, como qualquer romance adolescente, mas não estamos falando de crianças, mas sim, crianças cancêr, ok, peguei pesado, mas vamos lá, é verdade, é claro que vai acabar ruim para um dos lados, mas não sejamos preciptados. De um momento para o outro, o mundo do jovem Gus se torna o de Hazel, como se não existisse uma distinção quando se fala dos dois, uma junção que o leitor acaba sentindo junto a eles.
A forma que John Green segura o leitor é realmente interessante, não cansa, mas sim, intriga. Não é uma narrativa corrida, mas sim, gostosa de ler -caso você não tenha depressão, é claro - o livro mostra uma inocência por parte dos personagens, pela questão de passarem tempo demasiado dentro de casa; em um certo ponto a história sai do cenario cansativamente e interiorano e vai para o mundo, onde os dois adolescentes se tornam uma forma erronea de adultos, e acabam por conhecer os dois lados da forma humana, a descepção e a esperança, em uma busca por um sonho.
Nesse caminho que os dois fazem, suas percepções de vida acabam mudando.
No fim das contas tudo fica em seu lugar, de uma maneira triste, talvez, mas o final tende ao pior para alguém desde a primeira página do livro. Uma boa leitura, aos depressivos, uma lição de vida, aos cansados da vida uma prova de que tudo pode piorar, ou seja, não reclame. Boa leitura, caro leitor.
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